|
BOA FABRICANTE DE HÚMUS
Que tal dispor de um rebanho de 30 milhões (ou mais) de animais que trabalham dia e noite, sem feriados, dias santificados, domingos ou férias, fabricando um insumo básico que ajuda na produção de alimentos, ou na instalação de jardins, hortas e plantas ornamentais? É o que possui o minhocultor Herotides Patrício do Carmo, que há nove anos vem consolidando a instalação de uma verdadeira indústria de húmus em sua chácara localizada na confluência da Avenida JK com Avenida Presidente Baldomir, no Jardim Presidente, em Goiânia.
A produção mensal de húmus, que chega a 30 toneladas, é comercializada para floriculturas, empresas de jardinagem, horticultores, viveiros e revendas (lojas de R$ 1,99), e diretamente para pessoas que fazem os próprios cultivos. Herotides do Carmo diz que o húmus é um insumo útil para todos os tipos de plantios e de solos, já que é um substrato de boa qualidade.
O produto é embalado e vendido em sacos de 7,5 litros e de 15 litros (para floriculturas e para quem precisa de quantidades menores), além de sacos de 72 litros (para quem demanda quantidades maiores). Segundo Herotides, o produto tem preço módico, mas o negócio torna-se interessante pelo volume produzido e vendido. Outra alternativa de ganho é a comercialização de kits para pescaria, ao preço de R$ 5,00. Trata-se de uma vasilha com 350 gramas de minhocas e composto apropriado à sobrevivência delas.
O primeiro passo para a produção de húmus, que nada mais é do que a transformação do esterco bovino em um produto mais elaborado e livre da maioria das pragas do solo e de sementes de capins, é a obtenção de boa matéria-prima. Segundo Herotides, pode-se usar também um composto que inclui esterco bovino, cascas e restos de frutas e verduras triturados, embora em sua produção ele opte basicamente pelo esterco animal. Para garantir o produto com qualidade, ele conta com a parceria de alguns pecuaristas fornecedores, que têm cuidado especial. Geralmente, o esterco é coletado em currais cimentados (sem mistura de terra) e que deve ser armazenado por um período máximo de 30 dias, evitando-se que fique ressecado. O ideal é que o estrume seja utilizado entre 15 e 20 dias após a coleta. O transporte para o minhocário é feito em carretas.
Uma vez despejado no local, o esterco é colocado em tanques ou tubos apropriados, em camadas, de modo a que as minhocas possam fazer a transformação aos poucos. Em um tanque com 10 metros de comprimento por 1,20 metro de largura colocam-se inicialmente 20 litros de minhoca. Durante 90 dias (em intervalos de 15 dias) aplicam-se outras seis camadas de esterco e as minhocas vão fazendo a transformação.
Quando aplica a sétima camada, fase em que o tanque ou tubo ficará totalmente cheio (a altura média é de 50 centímetros), as minhocas sobem para a superfície para ‘comer’ o esterco. Nesse momento, elas são retiradas e o que fica daí para baixo é o húmus, que estará pronto para ser usinado e embalado em sacos plásticos.
Além de promover a decomposição do esterco, transformando-o em húmus, as minhocas multiplicam-se por três no prazo de 90 dias. Isso permite ampliar o processo de produção e ainda retirar excedentes para os kits de pescaria. Quanto ao esterco que sobra (porque secou ou não foi utilizado), Herotides prepara e vende puro.
O manejo é fundamental. Sol demais é muito prejudicial, assimEsta matéria é extensa e possui continuação. Clique Aqui para ler o restante
Notícia adaptada pela equipe do Boletim Agropecuário
|